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Gefron recupera duas caminhonetes roubadas que seriam levadas para a Bolívia

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O Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) impediu que duas caminhonetes, roubadas no interior do estado, fossem levadas para a Bolívia nesta quinta-feira (20.01). Um dos veículos foi recuperado na BR-174 em Porto Esperidião (322 km de Cuiabá) e outro na MT-199 já no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km de Cuiabá).  

A primeira apreensão ocorreu ainda pela madrugada, por volta de 1h20, quando os operadores do Gefron realizavam patrulhamento na BR-174 e se depararam com uma caminhonete GM S10 LTZ estacionada em uma região de mata. Logo na aproximação da equipe, quatro suspeitos correram para dentro da mata, mas acabaram presos durante as buscas pela região.

Após checagem, o Gefron identificou que o veículo havia sido roubado em Campo Novo do Parecis (410 km de Cuiabá), dias antes da recuperação. Ao ser questionado, um dos suspeitos confessou que levaria o veículo até o município de Pontes e Lacerda (300 km de Cuiabá), e que para isso receberia uma quantia de R$ 5 mil. Os detidos já tinham passagens criminais, por tráfico, lesão corporal e porte ilegal de arma e foram encaminhados à Delegacia de Polícia de  Porto Esperidião. 

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Já a segunda apreensão ocorreu por volta de 16h30, a mais de 200 km de Porto Esperidião. Durante rondas pela MT-199, ainda em Vila Bela da Santíssima Trindade, os operadores de fronteira tentaram abordar uma caminhonete S10 que trafegava pela via, porém o condutor não respondeu aos sinais de parada. O suspeito tentou escapar, mas, em seguida parou o veículo e entrou em uma região de mata fechada e conseguiu fugir. 

Durante a vistoria do veículo, a equipe encontrou duas menores no banco do passageiro da caminhonete. Após checagem via Centro de Operações do Gefron, os policiais identificaram que a caminhonete havia sido roubada em Barra do Bugres (166 km de Cuiabá), dias antes da apreensão. As menores foram encaminhadas à delegacia da Polícia Civil de Vila Bela. 

O primeiro veículo, uma S10 LTZ, está avaliado em R$ 280 mil e o segundo pode valer até R$ 106 mil. O que significa um prejuízo às organizações criminosas de ao menos R$ 386 mil. Em ambos os casos, os veículos apreendidos foram levados para a delegacia de Polícia dos respectivos municípios de ocorrência. 

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Em 2021 

No ano passado, o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), aumentou em 18,5% a quantidade de veículos apreendidos e recuperados durante ações de combate ao tráfico de drogas na região de fronteira com a Bolívia, em um comparativo com o ano anterior. 

Conforme o balanço anual, em 2020, as equipes fizeram a recuperação e apreensão de 335 veículos, roubados ou envolvidos em ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas. Em 2021, o número subiu para 397, o que equivale a pelo menos um veículo por dia. Foram 62 veículos a mais que o ano anterior.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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