MATO GROSSO
Governo de MT entrega 78 novos ônibus para o transporte escolar rural em 39 municípios
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, entregam, nesta segunda-feira (30.05), às 16h30, no Palácio Paiaguás (Salão Nobre Cloves Vettorato), uma frota de 78 ônibus escolares a prefeitos de 39 municípios de todas as regiões de Mato Grosso.
Os novos veículos fazem parte do programa de renovação da frota do transporte escolar rural, da qual o Estado prevê entregar 600 unidades até o fim deste ano. Até meados de junho, o objetivo é fazer uma nova entrega de, aproximadamente, 300 ônibus. O investimento envolve recursos da ordem de R$ 218 milhões e irá atender todos os 141 municípios do estado.
Em maio, o Governo já entregou oito veículos aos municípios de Carlinda, Dom Aquino, Primavera do Leste, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Poxoréu e Santo Antônio do Leste.
Em 2021, por meio da Secretaria de Estado de Educação, foram entregues 19 ônibus com investimentos de R$ 5 milhões. Os municípios beneficiados foram Alto Paraguai, com oito ônibus; Rondolândia e Nobres com dois veículos cada; além de Novo Santo Antônio, Poconé, Campinápolis, Jaciara, Água Boa, Tesouro e Peixoto de Azevedo, atendidos com um ônibus cada.
Assunto: Entrega de 78 ônibus escolares a 39 municípios
Data: 30.05 (segunda-feira)
Hora: 16h30
Local: Salão Nobre Cloves Vettorato (Palácio Paiaguás)
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.