MATO GROSSO
Indea/MT monta força-tarefa para regularização de seus imóveis
MATO GROSSO
O Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) realiza força-tarefa para levantamento de todos os imóveis da autarquia para a regularização dos mesmos. A demanda partiu do Governo do Estado para que todas os órgaos púbicos e autarquias providenciem a regularidade dos imóveis.
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) realiza força-tarefa para levantamento de todos os imóveis da autarquia. A demanda partiu do Governo do Estado, para que todos os órgãos públicos e autarquias regularizem seus imóveis.
De um total de 161 imóveis utilizados pelo Indea, 73 são próprios. Deste total, 34 precisam ser regularizados. Outros 98 são locados ou cedidos por outros órgãos públicos de todas as esferas.
“Os imóveis, que estamos regularizando, alguns foram doados por prefeituras, mas não têm a documentação registrada em cartório que comprove a titularidade do Estado. Por isso, estamos procurando as prefeituras, as unidades e fazendo todo o levantamento para regularizar esta situação”, explicou o servidor Fábio Cândido da Rosa, membro da Comissão de Regularização de Imóveis, que percorre o Estado neste trabalho.
Já foram vistoriados os imóveis das regionais de Rondonópolis, Cuiabá, Barra do Bugres e parte da regional de Lucas do Rio Verde. Na semana passada, a visita técnica foi na regional de Cáceres.
A Comissão de Regularização de Imóveis deve apresentar um relatório no fim do ano sobre o andamento dos trabalhos.
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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