MATO GROSSO
Polícia confirma verdadeira identidade de homem morto a tiros no Porto
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A Polícia Civil identificou o verdadeiro nome do homem assassinado a tiros em frente a um restaurante no bairro Porto, em Cuiabá, na última quarta-feira (30). Trata-se de Ilton Cézar de Jesus, 47 anos. A vítima foi identificada inicialmente como Ireno Pedroso, 38. Isso porque o rapaz tinha três identidades diferentes.
Conforme as informações apuradas, no dia do crime, os documentos encontrados e a família do homem o identificaram como Ireno. Contudo, a Polícia Civil descobriu que esse não é o nome oficial da vítima.
De acordo com o delegado Nilson Faria, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a identidade de Ireno consta como verdadeira no cartório, podendo pertencer a uma pessoa ainda viva ou morta.
As investigações apontaram que Ilton tinha vício em jogos de apostas online, o que pode ter motivado o crime. Além disso, a polícia investiga a possibilidade de crime passional ou envolvimento com tráfico de drogas, além de uma possível ligação entre as identidades e a vítima.
Histórico de Crimes
Ilton passou a utilizar identidades falsas em 2008, após ser preso por assaltar um estúdio do cantor Alexandre Pires, em Uberlândia (MG). Na época, ele e seus comparsas reconheceram o cantor, pediram um autógrafo e fugiram levando R$ 600.
O caso segue sob investigação, e o suspeito do crime ainda é procurado. A Polícia Civil continua investigando o caso.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.