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Primeiro Batalhão lança projeto Lutando Pelo Futuro para incentivar a prática esportiva

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A Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão – Daniel de Queiroz – lançou, na noite desta terça-feira (11.10), o projeto social Lutando Pelo Futuro, em comemoração especial ao dia das crianças, no bairro Porto, em Cuiabá. Ao todo, 147 crianças já fazem parte das aulas de karatê e jiu-jitsu.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, enfatizou a importância do projeto social como forma de incentivar as crianças e adolescentes às práticas saudáveis e de desenvolver disciplina.

“Além de comemorar o dia da criança, estamos lançando um projeto maravilhoso que é investir no esporte. São duas modalidades que ensinam disciplina, educação e responsabilidade. Essas crianças e adolescentes terão uma ocupação de forma saudável, principalmente em um ambiente militar que possuí regras a serem seguidas”, destacou. 

De acordo com o comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Reginaldo Azizes Ferreira,  o projeto tem por objetivo oportunizar uma atividade desportiva continuada, a qual retirará da ociosidade as crianças e os adolescentes, fazendo com que participem das atividades lúdicos, técnicas e filosóficas. 

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“O projeto potencializa ainda a defesa pessoal e recreativa, fatores que contribuem no desenvolvimento dos valores éticos e morais das pessoas, e ainda, amplia o instinto competitivo e saudável dentro do esporte, e ainda os afastam de serem cooptados pelo crime”, afirma.

O comandante do 1º CR, coronel Wankley Rodrigues reforça que a prática esportiva auxília na construção da cidadania, além do desenvolvimento físico, psicológico e educacional. 

“O esporte promove atividades voltadas para formação do caráter da pessoa humana, melhora seu convívio familiar e a integração com a comunidade, possibilita ainda a mudança de vida, afastando-as da criminalidade”, ressaltou. 

Ainda durante o lançamento do projeto, houve diversas atrações como pula-pula, castelo inflável, cachorro-quente e apresentações das humoristas cuiabanas, comadre Odilza, Guanira e Sebastina, que arrancaram sorissos das crianças e familiares. 

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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