MATO GROSSO
Servidor do TJ e Cacique Rony são identificados entre mato-grossenses que participaram de atos golpistas em Brasília
MATO GROSSO
Entre as dezenas de mato-grossenses que participaram de invasões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, estão o servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Neuton Pereira Milhomem e o cacique Rony Pareci. No último domingo (8), bolsonaristas radicais invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) contrariando resultado das eleições presidenciais de 2022.
Com relação ao servidor público da 3ª Vara Cível de Barra do Garças (518 km de Cuiabá), o diretor da Comarca, juiz Michel Loft Rocha já analisa a situação para que o TJMT tome as medidas de cunho administrativas. A medida pode resultar em abertura processo administrativo disciplinar, garantindo ao servidor direito de ampla defesa.
Neuton aparece em um vídeo junto com o pastor Rodrigo e outros manifestantes. No vídeo, Rodrigo aparece com o rosto pintado de verde e amarelo. Ao lado de outros bolsonaristas, ele afirma que o “gigante acordou” e “chega de mimimi”. Ao fundo, os outros manifestantes gritam “liberdade” e “vai, Brasil”.
Já Rony Pareci, que é liderança da Terra Indígena (TI) Utiariti, entre Campo Novo do Parecis e Sapezal, é apontado como um dos convocadores para “encontro em massa”. O evento, segundo os articuladores, era a “última chance” de impedir que o Brasil se tornasse comunista”. Em dezembro, ele usou as redes sociais para convocar civis para compor a “linha de frente” dos protestos em Brasília. Atualmente, o Instagram de Rony está fora do ar.
“Estamos em frente ao Palácio Alvorada, residencial oficial do nosso presidente Bolsonaro. Muitas pessoas perguntam, muitas mandam mensagens: ´vocês índios irão nos salvar´. Engano! Podemos até contribuir no seguinte sentido, se vocês querem resolver, querem salvar mesmo, venham junto com a gente. Até agora, todos movimentos que teve parece que só dos índios. Cadê os civis? Estão com medo, não estão tendo tempo, não estão tendo coragem”, diz o cacique em um vídeo publicado no próprio perfil do Instagram.
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MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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