MATO GROSSO
Sesp inicia projeto de adestramento de cães para estudantes de escola pública
MATO GROSSO
A iniciativa visa a qualificação profissional dos jovens na região de fronteira
O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) lançou nesta segunda-feira (13.11) o projeto Adestrador Mirim, em Cáceres (217 km de Cuiabá). A iniciativa irá ensinar técnicas de adestramento de cães a estudantes da Escola Estadual Senador Mário Motta.
O projeto integra a ação social ‘Gefron da Minha Comunidade’ e será realizado através do Grêmio Recreativo, com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
As aulas serão ministradas para 19 estudantes, com idades de 9 a 16 anos. A seleção dos alunos foi realizada com voluntários e seus respectivos cães.
A parte inicial do curso foca em obediência básica. Nela, além de aprenderem a obedecer, os cães passarão pelo processo de socialização entre as diversas raças participantes.
Após esta etapa, os jovens vão poder escolher o que será implementado no dia a dia de estudos, de acordo com suas preferências e atendendo as expectativas das pessoas que futuramente os contratarem para o adestramento doméstico.
O subtenente do Gefron, Moracir da Silva Figueiredo, destacou que o Adestrador Mirim é um projeto piloto que busca ensinar os jovens para que possam auxiliar a comunidade com o trabalho de adestramento dos animais.
“O projeto será inserido nas escolas onde nós tivermos a oportunidade de implementá-los, visando não somente o ensino dos alunos, mas uma qualificação profissional. Então, cada um desses jovens será preparado para que possa fazer o adestramento doméstico de qualquer raça de cão“, afirmou.
As aulas seguirão o calendário escolar e terão a duração de um ano. Conforme os alunos adquirirem conhecimento e aplicá-lo com os cães deles, o projeto deve realizar competições e oferecer premiações para os ganhadores.
Os estudantes que se destacarem também terão a oportunidade de atuar como monitores nas próximas turmas.
Gefron na Minha Comunidade
O projeto social ‘Gefron na Minha Comunidade’ atua em escolas na região de fronteira, atuando na prevenção primária com informações do trabalho, missão e procedimento operacional do Gefron. A iniciativa já alcançou mais de 160 crianças e visa aproximar a força de segurança da população.
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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