MATO GROSSO
Sindicato Rural confirma realização da ExpoSerra de 06 a 09 de setembro
MATO GROSSO
“A mais esperada de todas”. Este será o slogan em 2023 de uma das maiores feiras do estado de Mato Grosso, a Exposerra. A confirmação do evento aconteceu neste sábado (04/02), após uma reunião da diretoria do Sindicato Rural de Tangará da Serra, entidade responsável por sua realização.
A festa neste ano está confirmada para os dias 6, 7, 8 e 9 de setembro no Parque de Exposições e terá cinco grandes shows nacionais que serão revelados em breve, em coletiva de imprensa e “live” para toda a população no Instagram oficial (@expooserra).
“Estamos todos muito felizes em poder voltar a realizar a Exposerra em Tangará da Serra. Sabemos que era um desejo da população que aguardou ansiosamente pelo retorno da festa na cidade, mas foi preciso esperar o cenário ideal para que isso acontecesse. Nós, da diretoria executiva do Sindicato, estamos há mais de um ano estudando a viabilidade e agora estamos preparados para trazer o que há de melhor em entretenimento para todos e com uma estrutura moderna e renovada. Buscamos os melhores shows com agendas disponíveis e estamos montando uma programação completa para que toda a família possa curtir este grande retorno”, ressaltou o presidente do Sindicato Rural, Romeu Ciochetta.

Ciochetta também acrescentou que a Exposerra não deixará de honrar as suas origens de Festa do Peão. “Vamos trazer de volta as melhores emoções da arena, com a adrenalina das montarias em touros e, também, aproveitar a oportunidade para estreitar laços com os produtores rurais de toda a região e empresários do agronegócio, com palestras e encontros temáticos durante o dia. Na Exposerra, ao longo de quatro dias, vocês poderão ver o agro ganhar vida em todas as suas esferas e acompanhar de perto a integração dos mais diversos setores”.
Fonte: EnfoqueBusiness
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.