CANALHA E VIOLENTO
Padrasto esperava esposa sair para estuprar enteada dentro de casa
MATO GROSSO
Um homem de 40 anos foi preso na noite desta segunda-feira (16), suspeito de estuprar a enteada de apenas 14 anos, no bairro Rotary, no município de Cláudia (567 km de Cuiabá). Com o suspeito, policiais militares do 3º Pelotão apreenderam uma espingarda calibre 32 e diversas munições.
Conforme informações da mãe da vítima, quando chegou do trabalho por volta das 19h30, se deparou com o suspeito beijando e passando a mão nas partes íntimas da adolescente.
A mulher ainda revelou que já desconfiava dos abusos há algum tempo, desde que saíram de uma área de assentamento rural e se mudaram para região central da cidade de Cláudia. Ao flagrar o suspeito abusando da sua filha, a mulher contou que o homem fez diversas ameaças de morte contra ela caso chamasse pela polícia e que iria se vingar.
Assim que os policiais chegaram na casa, encontraram o homem bastante nervoso e visivelmente embriagado. A esposa dele mostrou aos militares o local em que ele guardava uma arma de fogo escondida e munições.
Durante abordagem, o suspeito ainda fez diversas ameaças contra os policiais militares, que voltaria para ‘acertar as contas’. O suspeito e os armamentos foram levados à delegacia. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar confecção do boletim de ocorrência.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.