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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aponta necessidade de incentivo para a formação técnica e profissional no Brasil

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Em reunião na Câmara dos Deputados, especialistas em educação e políticas para a juventude apontaram a necessidade de incentivos – tanto na forma de financiamentos quanto de qualificação – para que os jovens brasileiros tenham mais condições e, até mesmo, vontade pessoal de aderir aos cursos técnicos do País.

O assunto foi tratado nesta quinta-feira (17) em audiência pública da comissão especial criada para analisar o projeto (PL 6494/19) sobre a formação técnica profissional no Brasil.

Will Shutter/Câmara dos Deputados
Reunião de Comparecimento do Ministro Marcos Pontes - MCTI. Dep. Professor Israel BatistaPV - DF
Professor Israel Batista coordena a comissão especial

A proposta em discussão, além de criar uma regulamentação geral do setor, autoriza as instituições de ensino superior a aproveitar os créditos obtidos por estudante na educação profissional técnica, se o curso técnico e o superior forem de áreas afins.

Valorização do ensino técnico
A presidente do Conselho Nacional de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, apresentou dados de pesquisa que comprovam que jovens com ensino técnico são os preferidos das empresas na hora da contratação – além de, no geral, terem salários quatro vezes maiores que os que cursaram apenas o ensino médio. Para Maria Helena, é necessário aparelhar as escolas e capacitar os profissionais de ensino, mas também criar uma cultura no país de valorização da formação técnica profissional.

“Muitas vezes, o jovem não faz um curso técnico porque ele é menos valorizado na sociedade brasileira. Existe uma cultura de valorização do ensino superior e de não valorização do curso técnico profissional. Então é importante criar cultura na sociedade que valorize os cursos técnicos, sabendo que os jovens poderão posteriormente prosseguir no curso superior”, disse.

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Fábio Ibiapina, coordenador-geral da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, apresentou as ações do Ministério da Educação para o setor, como a criação de um fundo de financiamento tecnológico. Ele citou também a integração entre os níveis federal, estadual e municipal. A ideia é aproveitar a estrutura física e a reconhecida capacitação profissional dos institutos federais por meio de convênios. Para Ibiapina, o ideal seria que os alunos já tivessem direcionamento para formação profissional a partir do 9º ano do ensino fundamental.

“Ações de fomento provocadas em parceria com estados e municípios seriam uma boa alavancagem, fazendo com que o aluno do 9º ano conheça a EPT, tenha noção desse mundo e perceba que, trilhando esse caminho, quando do seu término ou, até antes, ele já esteja empregado, talvez independente financeiramente e possa decidir melhor seu caminho, inclusive optar por seguir ou não por um curso superior”, afirmou.

O Ministério Público do Trabalho demonstrou preocupação com a possibilidade de a valorização excessiva do ensino técnico e tecnológico agravar o problema da exploração do trabalho de crianças e adolescentes. Para a coordenadora nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, Anna Maria Villa Real, não se pode esquecer que muitos estudantes em condições de vulnerabilidade não têm acesso a nenhum tipo de educação e, por isso, não são beneficiados com políticas públicas.

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“O afastamento dos adolescentes vulneráveis ou com baixa escolaridade da política é consequência natural. E aí é preciso um pouco de sensibilidade social para saber que adolescentes vulneráveis quase nunca estão no ensino médio, muito menos no técnico, muito menos no tecnológico”, alertou.

Estímulo e avaliação
O deputado Professor Israel Batista (PV-DF), presidente da comissão especial, destacou os objetivos a serem alcançados.

“A intenção desse projeto é, primeiro, acabar com a cultura que desdenha da educação profissionalizante como um tipo de educação inferiorizada; segundo, aumentar a procura dos estudantes brasileiros por essa modalidade, já que nós estamos bem abaixo dos índices internacionais; e também que haja uma espécie de avaliação para esse ensino técnico profissionalizante.”

O deputado garantiu estar atento à discussão sobre a possibilidade de o projeto incentivar a exploração do trabalho de crianças e adolescentes.

Reportagem – Silvério Rios
Edição – Ana Chalub

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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