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Empresário alvo de operação é afastado da administração de grupo

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A juíza Anglisey Solivan de Oliveira, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, homologou um pedido de afastamento do empresário Éder Pinheiro da administração das empresas do Grupo Verde Transportes.

A decisão foi dada no processo de recuperação judicial das empresas, que possui dívidas de mais de R$ 43 milhões.

Éder Pinheiro é réu em ações cível e criminal derivada da Operação Rota Final, da qual chegou a ser preso. 

Ele é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de liderar uma suposta organização criminosa para embaraçar a licitação do transporte intermunicipal em Mato Grosso. 

O pedido de afastamento foi feito pelas próprias empresas sob argumento “de que tem como objetivo principal trazer aos credores a transparência necessária para o procedimento recuperacional, e desenvolver o processo de modo célere e organizado, balizados pelos procedimentos de governança corporativa e compliance”. 

O advogado Thiago Affonso Diel, que é responsável pelo setor jurídico do grupo desde 2018, é quem vai assumir as funções de administrador.

Em sua decisão, a magistrada afirmou que o próprio Éder Pinheiro concorda com o afastamento, bem como com a indicação de Thiago Affonso Diel, para substituí-lo até que ocorra a efetiva implantação da governança corporativa.

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“Como consignado em decisão pretérita, a implementação de práticas de governança corporativa e compliance, trará benefícios ao grupo devedor e, consequentemente aos seus credores”, diz trecho da decisão.

“A medida em que visa aprimorar a gestão empresarial, com a adoção de mecanismos capazes de demonstrar, por meio de diagnósticos precisos, quais providências devem ser adotadas para gerenciamento dos riscos inerentes às atividades empresariais, otimizando, assim, o desempenho da empresa”, acrescenta.

Ainda na decisão, a juíza citou que embora o grupo possa formalizar o afastamento de seu gestor, de forma administrativa mediante alteração do contrato social, não vê empecilho ao acolhimento da pretensão das empresas, para que o afastamento ocorra por ordem judicial.

“Além disso, a presente recuperação judicial foi ajuizada em 2019 e assumiu contornos sui generis, de sorte que o afastamento determinado pelo Juízo recuperacional para fins de finalização da implantação da governança corporativa, trará mais transparência aos atos de gestão e, consequentemente, maior segurança aos credores e interessados”, pontuou.

FONTE/ REPOST: THAIZA ASSUNÇÃO – MÍDIA NEWS 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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