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Mais de 200 mil se recusam a vacinar; MT teme que doses vençam

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Mato Grosso tem 450 mil doses de vacina contra Covid-19 em estoque e mais de 200 mil pessoas que se recusam a completar o esquema vacinal, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A quantidade de imunizantes guardados e o risco de vencimento das doses foi um dos motivos que impulsionou o Governo a reduzir o intervalo de espera para tomada da terceira dose da vacina – a chamada dose de reforço.

Em entrevista à Rádio Conti, o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo afirmou que o Estado não pode correr o risco de perder vacinas que poderiam estar sendo aplicadas em quem deseja se proteger da Covid-19.

“Mais de 200 mil pessoas ainda não completaram o ciclo vacinal, ou seja, não tomaram nenhuma das doses ou não tomaram a segunda dose”.

“Não podemos ficar esperando por eles sempre, e por isso vamos disponibilizar as doses para aqueles que precisam e querem o reforço”, completou.

Conforme Figueiredo, o Governo já distribuiu vacinas em quantidade suficiente para os 141 municípios aplicarem a primeira e segunda dose em toda a população vacinável. No entanto, essas doses precisam entrar em circulação para não correr o risco de serem perdidas.

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“Já estabelecemos uma logística de remanejamento de vacinas que estão correndo o risco de vir a vencer, e tiramos de um município e passamos para o outro”, afirmou.

“Daí a importância de diminuir para quatro meses a aplicação da dose de reforço, justamente para não corrermos o risco de ter vacinas vencendo e a população não buscando”, explicou.

Atualmente, conforme a Pasta, mais de 50 municípios de Mato Grosso estão abaixo da média da cobertura vacinal da Covid feita no Estado. “Isso é uma performance muito ruim”, lamentou o secretário.

Dados do ranking de aplicação de vacinas contra Covid-19, alimentado pela SES-MT e atualizado nesta terça-feira (14), apontam que a cobertura vacinal do Estado está em 67,8%, o que corresponde a 1,9 milhão de habitantes.

FONTE/ REPOST: LISLAINE DOS ANJOS – MÍDIA NEWS 

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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