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Reformado, Dutrinha resgata história do futebol cuiabano

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“Depois de longos sete anos, devolvo um dos símbolos da história vencedora do povo cuiabano”. Essa é a análise do prefeito de Cuiabá, ao celebrar o aniversário de 70 anos do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em grande estilo. A inauguração da nova estrutura começou na noite desta segunda-feira (31) e contou com o prestígio de diversas personalidades públicas. A programação segue na próxima sexta-feira (04) e sábado (05), com demais eventos, reafirmando o compromisso da gestão em impulsionar o setor esportivo e cultural da Capital.

Durante a solenidade o prefeito fez o descerramento do totem, e prestou homenagem aos jogadores Fulepa, Avião e Bife, atletas que marcaram a trajetória do futebol cuiabano. Cada um deles ganhou uma estátua, fixada na entrada do estádio. Também foi realizada a benção ecumênica e a banda da Polícia Militar de Várzea Grande realizou uma linda apresentação, dando abertura oficial às festividades. 

Em seu discurso, o Chefe do Executivo Municipal relembrou a última modificação promovida no estádio, em 1990, e se disse orgulhoso em protagonizar a retomada dos trabalhos após 32 anos, devolvendo à população, com devido respeito e dignidade, o seu maior patrimônio desportivo.

“O Dutrinha representa a alma da cuiabania, um dos nossos ícones, identidade. Aqui desfilaram craques que fizeram o futebol cuiabano, época de ouro. Escolhemos três grandes deles para eternizar a história do futebol cuiabano e mato-grossense. Bife, Fulepa e Avião. Sintam-se todos agraciados. A última obra que o Dutrinha conheceu, que preparou, reformou, para que o Dutrinha continuasse sendo o templo do futebol cuiabano foi do ex-governador Jayme Campos, em 90, fez a reforma que possibilitou ao Dutrinha chegar até a data de hoje, sem conhecer nenhuma outra no decorrer desses anos”, destacou o gestor.

Conforme o vice-prefeito e secretário de Obras, José Roberto Stopa, que atuou diretamente na coordenação, bem como, na execução dos trabalhos, o sentimento agora é de dever cumprido. “O que estamos fazendo é resgatar a história, devendo um estádio de qualidade, podendo ser usado, inclusive, em jogos oficiais e todos os campeonatos”, reiterou. 

Representando todas as autoridades políticas, o senador por Mato Grosso, Jayme Campos exaltou o crescimento dos times regionais e exuberância que o Dutrinha simboliza para o Município desde a sua criação até os dias atuais. 

“Tão louvável iniciativa do prefeito e seu vice de revitalizar essa praça de esporte. Tudo isso tem a ver com a história da Capital, presidente Eurico Dutra. Aqui era extremamente movimentado e tinha público que vinha prestigiar. Temos que ser justos e verdadeiros com aqueles que não se limitam às belas falas, mas de atitudes e ações como o prefeito vem fazendo com aqueles que lhe deram o voto de confiança o reelegendo. Este ato, na minha visão, é muito importante. Emanuel tem buscado resgatar com humildade as histórias”, elogiou. 

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O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Aluízio Leite afirmou que o espaço esportivo é mais um presente do prefeito Emanuel Pinheiro ao povo cuiabano, com toda infraestrutura que merece. “Foram mais de 70 intervenções que fizeram com que o estádio Dutrinha fosse totalmente repaginado. Hoje quem vê o Dutrinha, vê conforto, segurança, uma praça de esporte digna para nossa cidade. Recuperamos a autoestima de Cuiabá e, a partir de agora, será o grande palco dos jogos e espetáculos à disposição de todos”, elencou. 

Já o secretário municipal de Agricultura, Francisco Vuolo enalteceu o empenho da Gestão Pinheiro até a conclusão final, seguindo à risca as exigências da categoria. “O estádio ganha uma roupagem bem diferente. Estamos com várias inovações e obras que foram colocadas. O prefeito se preocupou não somente em devolver o estádio com as condições de campo ideais, mas a conjuntura como um todo, com recursos próprios”, pontuou. 

O morador da Capital e torcedor do Mixto, Zayr Mayolino, não escondeu a felicidade ao ver de perto o estádio e afirmou que agora os clubes contam com mais uma opção para celebrar os jogos.

“Eu tenho um grande amor por esse lugar e o prefeito Emanuel Pinheiro fez uma grande obra ao reformá-lo. Ele vem para alavancar nosso futebol, isso aqui ajuda, pois é menos gastos, do que abrir Arena Pantanal para jogar, fica mais em conta os campeonatos. Aqui, eu venho desde a época dos meus pais, tenho um tio que jogou no Mixto. O Dutra tem história, o Pelé veio até aqui, jogou no Dutra. Agora, trazer os atletas nacionais”, disse. 

Participaram também o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Humberto Bosaipo, deputado Carlos Vallone, vereador Mário Nadaf, presidente da Câmara Municipal, vereador Juca do Guaraná Filho, vereador Advair Cabral, vereador Sargento Vidal, vereador Didimo Vovô, vereador Wilson Kero Kero, vereador Luiz Fernando, vereador Kassio Coelho, vreador Chico 2000 e o  diretor presidente da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb), Vanderlúcio Rodrigues. 

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PROGRAMAÇÃO

A programação em comemoração aos 70 anos do Dutrinha continua. Na próxima sexta-feira (4), a solenidade terá início às 17h e o prefeito entrega homenagens a 50 personalidades como jogadores, esportistas e radialistas mato-grossenses. Além disso, o evento contará com apresentações artísticas, uma partida de futebol infantil, uma partida de futebol feminino e o jogo entre a Câmara Municipal de Cuiabá x Câmara de Várzea Grande.

Por fim, no sábado (5) a programação de entrega do Dutrinha se encerra com chave de ouro com o primeiro jogo oficial do Campeonato Mato-grossense com o Operário de Várzea Grande e o Cuiabá Esporte Clube. A decisão sobre a liberação para entrada do público será tomada nesta sexta-feira (1º) com os dirigentes dos times. 

OBRA

Essa foi a maior obra realizada na estrutura do estádio desde sua construção, em 1952. O investimento, de cerca de R$2 milhões, foi aplicado pela gestão, coordenado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, em parceria com a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.

A reforma teve início em fevereiro de 2019 e foi dividida em três etapas, sendo a primeira, orçada em R$ 450 mil, de readequação do espaço para atender as medidas de segurança e acessibilidade. A segunda etapa, orçada em R$ 600 mil, foi a mudança de posicionamento dos postes de iluminação e a troca do gramado. Já a terceira, foi a construção do novo muro e modernização dos vestiários, que teve investimento de R$ 500 mil.

O Estádio Presidente Dutra pertencia à Prefeitura de Cuiabá desde julho de 2011 e foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT”, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do, à época, vereador Emanuel Pinheiro.  Entre 2010 e 2014 foi o principal estádio de Mato Grosso devido a demolição do Estádio Verdão para dar lugar a atual Arena Pantanal. No ano passado, o estádio chegou a ser cedido, temporariamente, à Confederação Sul-Americana de Futebol e foi utilizado como centro de treinamento das seleções que participaram da Copa América.

Cuiabano nato, Eurico Gaspar Dutra deixou sua marca na política brasileira, sendo o único presidente da República oriundo de Mato Grosso, entre os anos de 1946 e 1951.

FONTE/ REPOST: REDAÇÃO FOLHA MAX 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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