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Pioneira de Apiacás comemora obras de asfalto novo: “É um sonho para nós”

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Morada de Apiacás há mais de 30 anos, Dona Jandira Pereira afirmou ser “um sonho” as obras de asfalto novo na MT-206, que foram autorizadas pelo Governo de Mato Grosso.

Na noite de quinta-feira (19.05), o governador Mauro Mendes foi ao município e assinou a ordem de serviço das obras, que já estão andando.

Serão 66 km de asfalto que ligarão Apiacás à Paranaíta, que recebem investimento de R$ 93,3 milhões do Governo de Mato Grosso.

“Nunca pensei que a gente chegaria até aqui. Porque quando vim de Cuiabá para cá era difícil, era só terra. Levamos três dias para chegar”, disse ela.

Segundo Jandira, as obras trazidas pelo Governo de Mato Grosso vão facilitar o ir e vir dos moradores e levar, pela primeira vez, uma ligação asfáltica para a cidade.

“Isso que o Governo está fazendo é um sonho para nós. Uma alegria que a gente não sabe nem como agradecer”, declarou.

Investimentos

Na Infraestrutura, também há uma ponte de concreto sendo construída no município, com 240 metros sobre o Rio Apiacás, avaliada em R$ 11,8 milhões.

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Outras duas pontes na MT-160, sobre o Rio Bruno II e III, já foram entregues para a população. Outra de 90 metros foi construída sobre o Rio Bruno na MT-206.

Uma terceira ponte está em construção na região: localizada sobre o Rio Bruno I, na MT-160, ela conta com 60,5 metros.

Por meio de convênios, o Governo de Mato Grosso também promoveu a construção de uma academia de saúde na Praça Helena do Riva e fez o asfaltamento dos bairros Bom Jesus I, II, III e Primavera II. Esses convênios somam R$ 8,9 milhões.

Fonte: GOV MT

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Especialista alerta para riscos do bloqueio indiscriminado de ativos em processos penais contra empresas

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O bloqueio de ativos financeiros em investigações criminais envolvendo empresas deve ser tratado como medida excepcional e proporcional, sob pena de gerar efeitos econômicos e sociais irreversíveis. A avaliação é do advogado criminalista Lucas Sá, do escritório Sá Souza Advogados, que defende maior cautela do Judiciário na adoção desse tipo de medida cautelar, com respeito às garantias fundamentais e à presunção de inocência.

Segundo Lucas, o bloqueio de ativos não pode ser utilizado de forma automática ou baseado apenas na gravidade abstrata do crime investigado. Para o especialista, em um Estado Democrático de Direito, a constrição patrimonial só se justifica quando há elementos concretos que demonstrem risco real de dilapidação de patrimônio, ocultação de valores ou prejuízo à efetividade da aplicação da lei penal.

“O bloqueio de ativos é uma medida de exceção, não de rotina. Não basta a gravidade abstrata do crime ou a repercussão social do caso”, afirma. De acordo com o advogado, quando a decisão judicial não apresenta demonstração clara de urgência, não individualiza os valores bloqueados ou não estabelece vínculo direto entre os ativos e o fato investigado, a medida perde sua natureza cautelar.

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Nessas situações, o bloqueio passa a assumir caráter punitivo, o que, segundo Sá, configura antecipação de pena. “Isso é incompatível com a presunção de inocência e com o devido processo legal”, destaca. Para ele, a função do processo penal é apurar responsabilidades de forma técnica e racional, e não impor sanções antes do trânsito em julgado.

O especialista chama atenção ainda para os impactos que o bloqueio indiscriminado de ativos empresariais pode gerar fora do processo judicial. De acordo com ele, a constrição patrimonial não atinge apenas a empresa investigada, mas se estende a uma ampla cadeia de terceiros que não têm qualquer relação com o suposto ilícito. “Funcionários deixam de receber salários, fornecedores não são pagos, contratos são rompidos e empresas economicamente viáveis podem ser levadas à insolvência”, explica.

Do ponto de vista jurídico, Lucas avalia que esse cenário representa uma punição indireta de pessoas que não são investigadas nem acusadas. Já sob a ótica social e econômica, os efeitos incluem desemprego, queda de arrecadação e enfraquecimento da atividade produtiva. “O Judiciário deveria considerar esses impactos de forma explícita, ponderando proporcionalidade, adequação e necessidade”, afirma.

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Como alternativa, o advogado defende a adoção de medidas menos gravosas, capazes de preservar tanto a investigação criminal quanto a continuidade da atividade empresarial. Entre elas, cita o bloqueio parcial de valores, a constrição apenas de recursos diretamente vinculados ao suposto ilícito e a substituição por garantias reais.

“Essas alternativas são não apenas possíveis, mas desejáveis. O processo penal não pode ser instrumento de asfixia econômica nem de coerção indireta”, ressalta. Para Lucas Sá, a credibilidade do sistema de justiça está diretamente ligada à capacidade de investigar com firmeza sem abrir mão das garantias fundamentais. “Quando isso não acontece, perde a empresa, perdem os trabalhadores e, no fim, perde o próprio Estado”, conclui.

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