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POLITÍCA NACIONAL

Sessão solene alerta para impacto do cigarro no meio ambiente e novas formas de fumar

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POLITÍCA NACIONAL

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial sem Tabaco. GERENTE DE PROGRAMAS DO PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE - PNUMA
Regina Cavini: “Cada cigarro produzido gasta 3,7 litros de água”

A adoção de novas formas de fumar, com a utilização dos cigarros eletrônicos e dos narguilés, principalmente entre os jovens, foi destacada como risco à saúde pública durante sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio).

Criada há 35 anos, a data marca um alerta sobre doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Os participantes da sessão também ressaltaram o impacto do fumo no meio ambiente, tema de campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente na sessão solene, Regina Cavini, salientou que para cada cigarro produzido, são gastos 3,7 litros de água. Ela também apontou o problema do descarte, sem cuidado, das chamadas “bitucas”, as pontas dos cigarros.

“As bitucas, que são feitas de plástico, representam hoje um descarte de resíduos de 4,5 trilhões de cigarros todos os anos, ou seja, 760 milhões de toneladas métricas de resíduos tóxicos”, calculou. Ainda segundo Regina Cavini, como 65% do descarte é feito de forma incorreta, as bitucas formam um dos principais poluentes encontrados nas praias e levam até 10 anos para se decompor no meio ambiente.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial sem Tabaco. Socorro Gross - REPRESENTANTE DA ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE/ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OPAS/OMS) NO BRASIL
Socorro Gross: “Jovens estão experimentando tabaco cada vez mais cedo”

Jovens fumantes
A representante da ONU acrescentou que, anualmente, 200 mil hectares de terras em todo o mundo são destinados às plantações de fumo. Monica Andreis, da organização da sociedade civil Aliança de Controle ao Tabagismo (ACT), lembrou que o artigo 17 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da qual o Brasil é signatário, recomenda o oferecimento de alternativas aos produtores da planta.

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“Cabe destacar que o governo brasileiro, no momento da ratificação da convenção-quadro, se comprometeu nos seguintes termos: disponibilizar auxílio técnico, científico e de financiamento para a diversificação da produção e manutenção da viabilidade econômica dos agricultores que hoje cultivam o fumo e desejarem livremente dirigir-se a outras atividades”, observou Monica.

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição de 1988 e as leis que restringiram a publicidade de cigarros e obrigaram a exibição de advertências nas embalagens sobre os malefícios do produto foram elogiadas pela representante da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) no Brasil Socorro Gross.

Ela advertiu, no entanto, para os riscos das novas maneiras de fumar. “Nossos jovens estão experimentando tabaco cada vez mais cedo. Apesar de proibidos, produtos novos, emergentes, viraram uma febre entre os adolescentes. Um em cada cinco jovens já fizeram uso e sabemos que quem utiliza tem uma chance maior de se tornar fumante na vida adulta e morrer por essa causa”, explicou.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial sem Tabaco. Dep. Alexandre Padilha PT-SP
Para Padilha, pandemia seria pior se não tivéssemos reduzido o consumo do tabaco

Queda no consumo
Uma boa notícia é que o consumo do cigarro tradicional vem caindo no Brasil, em todas as faixas etárias. O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que pediu a realização da sessão solene, evidenciou a importância das políticas públicas contra o tabagismo feitas por diversos governos e afirmou que esse combate teve consequências no enfrentamento da crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.

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“Imagine o que teria sido a Covid-19 se, em 2021 e 2022, nós tivéssemos a mesma prevalência de pessoas com o uso de tabaco no nosso País, se nós não tivéssemos tido, ao longo das últimas décadas, a redução dessa prevalência e o impacto que isso teve para as doenças respiratórias, paras doenças cardiovasculares no nosso País”, avaliou Padilha.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é preciso reativar, no Parlamento, o debate sobre o consumo do cigarro e do álcool, que, na opinião dela, está “adormecido”.

Jandira espera que o assunto “faça parte da agenda das eleições, dos parlamentares que vão chegar; pra quem já está e pra quem vai chegar; na agenda dos candidatos também à Presidência da República, porque isso não é um tema apenas do Congresso, é um tema do País, é um tema do Estado brasileiro, porque isso envolve a defesa da vida”, disse.

A parlamentar, assim como outros participantes da sessão solene, criticou o que classificou como “lobby intenso” da indústria do cigarro. Os discursos realçaram que o foco dos fabricantes é a parcela mais jovem da população.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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