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Confronto entre criminosos e policiais provoca seis mortes no Rio

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Um confronto entre policiais e criminosos em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã de hoje (12), provocou seis mortes. A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Sepol) informou que uma equipe do Esquadrão Antibombas foi atacada quando passava pela Avenida Dom Hélder Câmara a caminho da Cidade da Polícia, no bairro vizinho do Jacaré. Com o ataque houve reação dos policiais, que pediram reforço. Policiais da Coordenadoria de Operações Especiais (Core) foram para o local.

Segundo a Sepol, cinco suspeitos foram feridos e dois presos. Os feridos foram levados para unidades hospitalares. Os agentes apreenderam seis pistolas, uma granada, diversos carregadores, munições, rádios transmissores, roupas camufladas e grande quantidade de drogas como crack, cocaína e maconha.

Por causa do confronto a concessionária SuperVia interrompeu a circulação de trens no ramal Saracuruna, nas proximidades da estação Manguinhos, e operava no trecho Bonsucesso/Gramacho.

“Devido à ocorrência de segurança pública nas proximidades da estação Manguinhos (ramal Saracuruna), os trens precisaram aguardar ordem de circulação para seguir viagem entre 10h09 e 11h29 de hoje (12/07). Depois desse horário, os trens circularam normalmente. Os passageiros foram informados sobre a situação por meio do sistema de áudio dos trens e das estações”, informou a SuperVia em nota.

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A concessionária disse que em 2022 já registrou oito casos de tiroteios nas imediações do sistema, impactando a circulação dos trens por quase 14 horas. “A concessionária adota o procedimento de paralisar parcialmente a circulação de forma a garantir, em primeiro lugar, a segurança de seus passageiros”, disse a concessionária em nota.

O conflito impactou também o trânsito na Avenida Leopoldo Bulhões, que foi interditado na área próxima à comunidade. O Centro de Operações Rio (COR) recomendou, pelo Twiter, aos motoristas evitarem as vias de Manguinhos.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou que equipes do 22º BPM (Bonsucesso) e das UPPs da região reforçaram o policiamento nas imediações de Manguinhos e nas principais vias da região, como as avenidas Leopoldo Bulhões e dos Democráticos. Os policiais retiraram barricadas que tinham sido colocadas pelos criminosos nas vias ao redor da comunidade e garantindo a circulação do trânsito.

A Sepol destacou que nos últimos meses “há um histórico de diversos ataques de traficantes de Manguinhos a viaturas das Polícias Civil e Militar naquela região. Em um dos ataques, o policial militar Jamilton Machado de Assis foi morto ao ser atingido na cabeça durante um patrulhamento. Ele estava em deslocamento pela Avenida Dom Hélder Câmara e foi atingido quando a viatura passava pelo viaduto de Benfica”.

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Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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