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Sema-MT vistoria empreendimentos de baixo impacto ambiental

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) fiscalizou 27 empreendimentos de baixo potencial poluidor e verificou que todos estavam de acordo com o que foi apresentado na Licença por Adesão e Compromisso (LAC). As vistorias ocorreram nos meses de janeiro e fevereiro, em Campo Verde e Chapada dos Guimarães. 

“Começamos este pente-fino e as equipes foram a campo. Identificamos que 100% dos dos empreendimentos fiscalizados estavam de acordo com os projetos aprovados, o que demonstra que esta modalidade de licenciamento implantada recentemente é efetiva no controle ambiental”, afirma o secretário adjunto de Licenciamento Ambiental em exercício, Valmi Lima.

Estes foram os primeiros municípios vistoriados, como parte de um cronograma que prevê o monitoramento durante o ano todo. Entre as atividades fiscalizadas estão a substituição de pontes, melhorias em estradas, estações elétricas, armazém de grãos e substituição de bueiros. 

O objetivo é realizar visitas por amostra para monitorar as instalações dos empreendimentos que estão licenciados, verificar a viabilidade ambiental e analisar se estão de acordo com os requisitos e condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento.

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Esta modalidade de licenciamento digital tem o tempo médio de resposta ao empreendedor de dois dias. São abrangidos pela LAC mais de 103 atividades de baixo impacto dos setores de serviços, infraestrutura, indústria de transformação, geração de energia, água e esgoto, agricultura, pecuária, pesca e aquicultura.
 
Diferente do licenciamento convencional, que tem três fases de análise, os empreendimentos de menor potencial poluidor podem fazer o licenciamento digital com apenas uma fase de análise. Mais de 1.800 empreendimentos já foram licenciados por esta modalidade desde a implantação da LAC, em 2021.

Fonte: GOV MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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