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Impactos da LGPD nas relações de trabalho e empresariais

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Por Dauto Passare

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº 13.709/2018, trouxe mudanças significativas para a proteção de dados pessoais no Brasil, influenciando diretamente as relações trabalhistas e práticas empresariais.

Antes da LGPD, o tratamento de dados pessoais dos empregados era realizado de forma ampla e pouco regulamentada, muitas vezes sem clareza quanto ao seu uso. Com a vigência da lei, tornou-se obrigatória a adoção de mecanismos claros e transparentes para coleta, armazenamento, compartilhamento e exclusão de dados pessoais.

Nesse contexto, a LGPD estabelece princípios fundamentais como finalidade específica, necessidade, transparência e consentimento (artigo 6º, LGPD), exigindo que empregadores revejam contratos, regulamentos internos e práticas de gestão de pessoas.

Um desafio relevante refere-se ao monitoramento dos empregados. A LGPD exige que empresas revejam suas práticas de vigilância e monitoramento eletrônico, limitando a coleta de dados ao estritamente necessário e justificado para finalidades específicas, como segurança ou produtividade, sob pena de sanções administrativas ou jurídicas.

Do ponto de vista ético, a implementação da LGPD nas relações trabalhistas reforça a dignidade e privacidade do trabalhador. Ao definir claramente os limites para coleta e utilização de informações pessoais, a lei protege o empregado de potenciais abusos decorrentes da manipulação indiscriminada de dados.

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Juridicamente, a LGPD trouxe maior clareza e segurança às relações trabalhistas ao definir responsabilidades claras para empregadores e direitos específicos para empregados quanto ao acesso, correção e exclusão de seus dados pessoais, conforme os artigos 17 e 18 da lei. As empresas precisam assegurar a conformidade, criando políticas internas robustas e oferecendo treinamento contínuo para evitar riscos legais e financeiros.

A figura do encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO – Data Protection Officer) tornou-se fundamental após a LGPD. Esse profissional tem a responsabilidade de supervisionar a conformidade das práticas empresariais, garantir o cumprimento das normas, orientar empregados e gestores sobre práticas adequadas de tratamento de dados e servir como canal de comunicação com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O DPO deve garantir que os processos de tratamento sejam documentados, auditáveis e alinhados aos princípios legais da proteção de dados, tornando-se um elemento essencial nas estratégias empresariais relacionadas à gestão de dados pessoais dos empregados.

O não cumprimento das exigências da LGPD pode gerar consequências significativas, que vão desde sanções administrativas impostas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), como multas (artigo 52, LGPD), até processos judiciais trabalhistas por parte dos empregados cujos dados pessoais tenham sido tratados indevidamente.

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Além das consequências jurídicas e financeiras, há o risco de danos reputacionais significativos para as empresas. A exposição pública relacionada a incidentes envolvendo a má gestão de dados pessoais pode gerar perda de confiança e impacto direto na imagem das organizações no mercado.

Compreender e aplicar corretamente a LGPD torna-se essencial para o sucesso das organizações, reforçando o compromisso ético e responsável das empresas com seus funcionários e com a sociedade.

 

DAUTO PASSARE é advogado e professor universitário

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Cuiabá em expansão e o aquecimento do mercado imobiliário

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Por Henrique Gavioli

Cuiabá vive um momento de transformação e crescimento que promete moldar a cidade nos próximos anos. O mercado imobiliário da capital mato-grossense segue aquecido. Esse movimento é acompanhado por uma mudança no perfil de quem busca imóveis. Cada vez mais, compradores priorizam segurança, qualidade de vida, áreas verdes e espaços de convivência, fatores que impulsionam a expansão.

Segundo dados do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), apenas nos três primeiros trimestres de 2025, mais de 10 mil unidades foram comercializadas, movimentando aproximadamente R$ 4,21 bilhões. O cenário mostra uma cidade em expansão e cheia de oportunidades.

A valorização dos bairros reflete essa evolução. Novos empreendimentos surgem em regiões estratégicas, trazendo infraestrutura planejada, segurança e opções de lazer. É o caso do Essence Bella Vita, na Avenida das Torres, que reúne 537 lotes, entre 180 m² e 334 m², e combina conforto, integração com a natureza e espaços de convivência. Projetos como esse mostram como a expansão urbana pode gerar bairros mais completos, bem estruturados e atrativos.

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O conceito de condomínio clube evidencia uma tendência crescente: unir qualidade de vida, bem-estar e valorização imobiliária. Além de oferecer ambientes planejados para morar, esse tipo de empreendimento também desperta interesse de investidores, consolidando Cuiabá como um polo dinâmico e promissor no setor.

Apesar dos transtornos causados pelas obras do BRT e outras intervenções de infraestrutura, que provocaram ajustes no trânsito e impactos temporários em algumas regiões, a perspectiva para quem deseja investir ou adquirir um imóvel na cidade permanece otimista. A infraestrutura em desenvolvimento tende a valorizar ainda mais os bairros e regiões próximas, tornando o momento interessante para quem busca aproveitar o crescimento urbano de Cuiabá.

O crescimento da cidade abre novas oportunidades para moradores e investidores, transformando bairros e valorizando regiões estratégicas.

Outro fator que favorece esse tipo de projeto é o clima de Cuiabá, que estimula o uso de áreas abertas, espaços de lazer e convivência ao ar livre durante grande parte do ano. Esse diferencial contribui para a valorização de empreendimentos que apostam em integração com a natureza e infraestrutura completa.

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Para 2026, a expectativa é de que o mercado imobiliário cuiabano mantenha o ritmo de crescimento, com destaque para loteamentos planejados e condomínios fechados em áreas estratégicas. Com indicadores positivos e novos projetos em desenvolvimento, Cuiabá se posiciona como uma cidade cada vez mais atrativa tanto para quem deseja morar quanto para quem busca investir com visão de longo prazo.

Henrique Gavioli é diretor de marketing da incorporadora Essence Urbanismo

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