MATO GROSSO
Hospital Regional de Rondonópolis realizou 1,2 mil cirurgias ortopédicas em 2024 e zerou fila de urgência
MATO GROSSO
O Hospital Regional de Rondonópolis, unidade mantida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já realizou mais de 1,2 mil cirurgias ortopédicas em 2024. Nesta quinta-feira (02.05), o hospital zerou a fila de espera por cirurgias ortopédicas de urgência e emergência da Região Sul do estado, fato que demonstra a eficiência da gestão da unidade.
As cirurgias ortopédicas representam mais de 50% do total de cirurgias realizadas pelo Hospital Regional de Rondonópolis. Só neste ano, a unidade realizou o total de 2.353 cirurgias.
“Parabenizo as equipes técnicas do Hospital Regional de Rondonópolis pelo trabalho excepcional na área das cirurgias ortopédicas de urgência e emergência, que por muito tempo foi um gargalo para a região. Os bons resultados só são possíveis graças ao empenho de uma equipe aguerrida e eficiente”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A diretora da unidade, Milena Polizel, avalia que o alto número de cirurgias ortopédicas é resultado da otimização dos procedimentos, que foram realizados até mesmo aos sábados.
“Nossas equipes estiveram 100% empenhadas na realização das cirurgias ortopédicas de urgência e emergência e conseguimos zerar momentaneamente a fila de espera. Otimizamos os trabalhos aos sábados e não tivemos problemas com o fornecimento de órteses, próteses e materiais. Além disso, reduzimos o tempo de permanência no hospital de 7 dias para 3,8 dias. Todos esses indicadores demonstram a boa gestão da unidade”, avaliou Milena.
Os dados registrados pela unidade apontam que foram realizadas 284 cirurgias ortopédicas em janeiro, 284 em fevereiro, 320 em março e 324 em abril de 2024.
Para o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, os indicadores demonstram que o Hospital Regional de Rondonópolis segue um modelo de eficiência e sucesso em gestão.
“Um dos maiores feitos do Hospital Regional neste período foi a eliminação da fila de espera para pacientes ortopédicos da urgência e emergência da Região Sul. Essa conquista não só alivia o sistema de saúde local, mas também garante que os pacientes recebam o cuidado necessário sem atrasos desnecessários”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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