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Mulheres conseguem remédios de alto custo para tratamento do câncer de mama após ação da DPEMT

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A DPEMT tem o compromisso em lutar por aqueles que precisam de apoio na busca por dignidade e saúde.

Neste mês de outubro, quando o mundo se veste de rosa para celebrar a luta contra o câncer de mama, duas histórias emergem do trabalho da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT).

Uma das histórias é de Marcelina Carlok, uma mulher de 74 anos, moradora de Campo Verde (136km de Cuiabá), que após um diagnóstico de câncer, enfrentou a dura realidade de precisar de um medicamento de alto custo.

Marcelina foi diagnosticada com neoplasia maligna da mama em 2022 e encontra-se atualmente em tratamento oncológico. Como parte do tratamento, foi prescrito pelo médico um medicamento que deveria ser utilizado de forma continuada, por prazo indeterminado. “A medicação prescrita pela médica é de extrema necessidade, considerando que paciente pode apresentar piora clínica, inclusive risco de óbito”, diz trecho do processo.

Entretanto, a partir de 2024 a família começou a enfrentar dificuldades para conseguir a medicação, que tem um custo médio de R$ 17.200 por unidade nas farmácias particulares. A família então, decidiu procurar a DPEMT para viabilizar o recebimento do medicamento via SUS, já que a renda média familiar de Marcelina é aproximadamente R$ 1.200, o que inviabiliza, portanto que ela adquirisse o medicamento de forma particular.

“Eu acho que esse é o primeiro mês que veio o medicamento. Ela ficou o ano inteirinho sem nada. Ela não fica bem sem o remédio. Vamos passar novamente por consulta médica e vamos confirmar o que está acontecendo, pois ela ficou muito tempo sem o remédio. Esses últimos meses ela está ruim e começamos a achar que é pela falta do remédio. Tentamos pagar, mas o preço é exorbitante e não temos como arcar com isso” disse o neto de Marcelina, Vinícius Almeida Carlok.

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O outro caso é de R. I. N. S., de 55 anos, diagnosticada com neoplasia invasiva de mama bilateral com progressão de doença. Em razão do quadro grave de saúde, o médico oncologista clínico que a atendeu receitou um medicamento que, segundo o laudo médico, “visa o controle da doença, ganho de sobrevida global e redução do risco de morte pelo câncer”. O relatório ressalta ainda que “o atraso no início do tratamento acarreta em aumento de chances de morte do paciente pela neoplasia”. Este tratamento deveria ser mantido por tempo indeterminado.

Entretanto, em busca da medicação na Secretaria Municipal de Saúde de Campo Verde, a mulher recebeu a informação de que o Município não fornece a medicação, que, apesar de ser aprovado pela Anvisa, não é contemplada pelas listas Rename, Remune (Relação Municipal de Medicamentos) e Resme (Relação de Medicamentos Atendidos pelo Estado).

O medicamento necessário para o tratamento de R. I. N. S. custa em torno de R$ 101 mil a unidade, o que inviabiliza a aquisição por conta própria, já que ela possui renda média mensal de R$ 1.400.

Sendo assim, a DPEMT ingressou com ação de cumprimento de fazer e ante a inércia do Estado, mesmo com decisão judicial de concessão da medicação, requereu bloqueio de valores, o que possibilitou a aquisição dos medicamentos. “Através da Defensoria e os sucessivos pedidos de bloqueio de verbas ante o descumprimento dos entes estatais, estamos conseguindo efetivar o direito aos medicamentos quimioterápicos e, portanto, garantindo o direito ao tratamento oncológico que não está sendo fornecido. Garante-se, dessa forma, o direito a dignidade com o fornecimento do tratamento adequado que incrementa possibilidade de cura e uma vida sem dor, marca constante das pessoas que aqui vieram requerer a atuação da Defensoria, já que sem o medicamento, estavam sofrendo com muitas dores, o que foi minorado com a medicação, o que assegurou uma vida digna, ainda que em constante luta com a doença”, explicou a defensora pública Tania Luzia Vizeu Fernandes.

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Outubro Rosa – O câncer de mama é o crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula. A doença ocorre quase que exclusivamente em mulheres, mas os homens também podem ter câncer de mama.

Embora muitos tipos de câncer de mama possam apresentar-se como um nódulo, nem todos o fazem dessa forma. Existem outros sinais e sintomas que, quando percebidos, a mulher deve comunicar imediatamente ao seu médico.

Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama. A data, celebrada anualmente, tem o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Neste Outubro Rosa, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso reafirma seu compromisso em lutar por todos aqueles que, como Marcelina e R. I. N. S., precisam de apoio na busca por dignidade e saúde. A DPEMT está à disposição para atender às demandas da população em todas as comarcas de Mato Grosso. Se você precisa de assistência jurídica, busque o núcleo da Defensoria no seu município.

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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