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Presidente finlandês pede calma à população sobre ingresso na Otan

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Às vésperas de se reunir, em Washington (EUA), com o presidente Joe Biden, o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, pediu “calma” aos finlandeses. Em um comunicado divulgado hoje (3), Niinistö adverte que “o ambiente de segurança está passando por mudanças rápidas e extremas” e que, “em meio a uma crise aguda, é importante manter a cabeça fria e avaliar com cuidado o impacto de possíveis futuras mudanças” para a segurança nacional.

Embora não contenha qualquer menção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a mensagem presidencial foi interpretada como uma manifestação de cautela frente a um debate que vem ganhando corpo nos últimos tempos no país: a hipótese da Finlândia abrir mão de seu status de país neutro – ou seja, que não faz parte de alianças militares – e candidatar-se a ingressar na Otan.

“Nosso ambiente de segurança está passando por mudanças rápidas e extremas. Compreendo perfeitamente a preocupação dos finlandeses e a necessidade de reagir à situação. No entanto, em meio a uma crise aguda, é particularmente importante manter a cabeça fria e avaliar com cuidado o impacto de mudanças passadas e possíveis futuras em nossa segurança – sem hesitar, mas com cuidado”, comentou Niinistö ao informar que, ontem (2), se reuniu com o presidente e o vice-presidente do Parlamento finlandês, o comandante das forças de defesa militar nacionais e líderes de partidos políticos para discutir os efeitos da guerra na Ucrânia para a segurança e a política externa finlandesa.

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Uma pesquisa encomendada pela empresa pública de comunicação Yle apontou que 53% dos finlandeses apoiam a entrada da Finlândia na Otan, enquanto 28% desaprovam a proposta e 19% se revelam inseguros quanto ao caminho que o país deve seguir. A pesquisa teve início no dia 23 de fevereiro, um dia antes das tropas russas invadirem a Ucrânia.

Entre as justificativas que apresentou para atacar a Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou a citar manifestações ucranianas de apoio ao ingresso do país na Otan. E um dia após declarar guerra, o Kremlin ameaçou a Suécia e, principalmente, a Finlândia caso os dois países decidam ingressar na Otan.

“Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política militar de não alinhamento como um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa. A adesão da Finlândia à Otan teria sérias repercussões militares e políticas”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova – declaração que o ministério reproduziu logo em seguida, nas redes sociais.

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Embora neutros, Finlândia e Suécia condenam a agressão militar russa contra a Ucrânia e, rompendo tradições, decidiram fornecer armas para as forças de resistência ucranianas.

Reunião

Em um segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (3), o gabinete da presidência da Finlândia informa que, durante sua “visita de trabalho” aos Estados Unidos, Niinistö se reunirá com o presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, para discutir o ataque russo à Ucrânia e os efeitos da guerra para a segurança europeia.

De acordo com o gabinete, os dois mandatários também tratarão da cooperação entre os dois países em outras áreas. Niinistö também tem agendados encontros com “diversos atores políticos”, ainda que a previsão é de que ele permaneça por apenas um dia em território estadunidense.

Edição: Valéria Aguiar

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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