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Monitor da Violência: Bahia lidera ranking de mortes violentas no Brasil pelo 4º ano consecutivo
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A Bahia foi o estado que mais registrou mortes violentas em 2022, em todo o Brasil, pelo 4º ano seguido. Os dados fazem parte do Monitor da Violência, índice nacional de homicídios criado pelo g1, com base em informações oficiais dos 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (1º).
Ao todo foram contabilizadas 5.153 mortes violentas no estado baiano no último ano, levando em consideração feminicídios (quando as vítimas são mortas na condição de mulheres), homicídios dolosos (quando o assassinato é intencional), latrocínios (quando a vítima é assassinada para que o roubo seja concluído) e lesões corporais seguidas de morte.
Os dados apontam uma média de 427 assassinatos por mês. Todas as 5.153 mortes violentas na Bahia representam uma fatia de 12,6% de todos os casos no Brasil: 40.804. Se comparado com 2021, quando 5.593 mortes violentas foram registradas em solo baiano, a redução foi de 7,8%.
Ao analisar a quantidade de habitantes do estado no mesmo ano, um total de 14.985.284 pessoas, a Bahia contabilizou 34,4 mortes violentas por cada grupo de 100 mil habitantes. Também é possível observar que a cada 2.923 pessoas na Bahia, uma foi assassinada.
No dia 24 de fevereiro, o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou um relatório que contabilizou 8.006 civis foram mortos em um ano de guerra na Ucrânia: uma morte a cada 5.469 pessoas, levando em consideração que o país tem 43,79 milhões de habitantes.
A violência que atinge as mulheres
O mês com menos feminicídios registrados foi março de 2022, quando três mulheres foram assassinadas no contexto de violência doméstica, na Bahia. Uma dessas vítimas, Edilena de Jesus Dantas, foi morta aos 40 anos, pelo ex-companheiro, na cidade de Ilhéus.
O nome deste homem não foi divulgado pela Polícia Civil por causa da Lei de Abuso de Autoridade. Além de matar Edilena a tiros, ele também tentou assassinar a então atual companheira, uma jovem de 29 anos. Detido pela população, ele quase foi linchado e autuado em flagrante.
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Greice Kelly foi morta aos 25 anos pelo ex-companheiro, um policial militar — Foto: Arquivo Pessoal
Agosto, outubro e dezembro foram os meses com maior contabilização de feminicídios. Um dos crimes, inclusive, foi cometido por um agente da Segurança Pública: um policial militar. Greice Kelly Rocha Soares foi morta com tamanha brutalidade, que além de oito tiros também foi esfaqueada.
A jovem de 25 anos estava no salão de beleza onde trabalhava havia menos de dois meses. Ela tentava recomeçar a vida depois de ter sido esfaqueada pelo mesmo policial militar, com quem teve um relacionamento abusivo. O nome dele, que acabou preso em flagrante, nunca foi divulgado, nem mesmo pela corporação.
Outras faces dos assassinatos
A maioria das vítimas de homicídios dolosos são jovens adultos negros. O envolvimento direto (por atuação) ou indireto (por morar em localidades onde há atuação) com o tráfico de drogas é a principal motivação destes assassinatos.
Assim foi morto Gabriel Afonso da Silva, de 25 anos, na cidade de Serra do Ramalho, na região oeste da Bahia, em agosto de 2022 – o mês em que menos homicídios dolosos foram registrados no estado. A casa que ele morava havia três meses foi invadida por homens armados, que o executaram.
Na época do crime, a Polícia Civil informou que o local funcionava como ponto de tráfico de drogas, já que foram encontradas anotações de vendas de entorpecentes. Algumas mortes, como a do adolescente Jheovane Neiva Afonso, não tiveram a motivação divulgada.
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Jheovane Neiva Afonso foi morto no centro de Santo Antônio de Jesus, Recôncavo Baiano, enquanto comia um lanche com a mãe — Foto: TV Subaé
Ele foi morto no centro de Santo Antônio de Jesus, Recôncavo Baiano, enquanto comia um lanche com a mãe, em dezembro do último ano. O crime que matou Jheovane foi intencional: dois homens em uma moto pararam na Praça Pirajá e dispararam contra ele. As autorias ainda são investigadas.
Várias vítimas foram mortas enquanto se divertiam. O jovem Raí Jesus da Silva, de 18 anos, por exemplo, foi morto com diversos tiros em uma festa na cidade de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, em julho de 2022. O motivo: esbarrou na namorada do autor dos disparos.
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Raí Jesus da Silva tinha 18 anos e foi morto a tiros no extremo sul da Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Os amigos Elber Santos da Conceição, de 21 anos, e Gabriel Santos Cruz, 19, foram assassinados com vários tiros em outubro do mesmo ano, enquanto saíam de um bar em Salvador, no bairro do Rio Vermelho – conhecido pela boemia. Sete homens cometeram o crime e fugiram em dois carros.
Um mês antes, em setembro, um jovem de 20 anos foi morto a tiros no distrito de Aratuba, em Vera Cruz. David Santos da Silva foi retirado de casa à força, enquanto estava com o filho no colo – outra vítima da violência. Com 1 ano e 3 meses, o bebê também foi baleado, mas resistiu aos ferimentos.
O assassinato para roubar
Em 2022, 84 pessoas foram assassinadas para que os criminosos pudessem roubar os pertences delas – o classificado latrocínio. Um dos crimes que chocou a Bahia e teve repercussão nacional foi o cometido contra a adolescente Cristal Rodrigues Pacheco, de 15 anos, em Salvador, no mês de agosto.
A vítima caminhava em direção à escola, com a mãe e a irmã de 12 anos, quando as três foram abordadas por duas mulheres, que anunciaram um assalto. A vítima foi baleada e morreu ainda no local, em frente à Praça da Aclamação.
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Cristal Rodrigues Pacheco foi morta aos 15 anos, em um assalto no Centro de Salvador — Foto: g1/Arquivo pessoal
A dupla que cometeu o crime foi presa. A mãe de uma das acusadas, inclusive, foi quem denunciou a própria filha à polícia. Em depoimento, elas alegaram que o disparo havia sido “sem querer”. Outra vítima de latrocínio foi o investigador da Polícia Civil, Marcelo Ribeiro Falcão.
Morto aos 51 anos, no mês de julho, em Feira de Santana, ele teve o celular e uma arma roubados durante o crime. No caso de Marcelo, a violência gerou ainda mais violência: os suspeitos foram mortos em confronto com a polícia no mesmo dia.
Monitor da Violência: Assassinatos caem 1% no Brasil em 2022
Além da Bahia, outros três estados brasileiros registraram mais de três mil mortes no último ano: Pernambuco (3.420), também no Nordeste, São Paulo (3.316) e Rio de Janeiro (3.141), ambos no Sudeste brasileiro.
Os estados de Roraima (183), Acre (216) e Amapá (226), todos na região Norte, tiveram menores quantidades de registros.
O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do g1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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Itaipava contrata Virgínia Fonseca para seu time de influenciadores
A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional –, anuncia a assinatura de contrato com a influenciadora Virgínia Fonseca para integrar o squad de influenciadores da marca. A parceria faz parte do movimento de relançamento e reposicionamento de Itaipava, que busca expandir seu target e fortalecer a conexão com um público mais jovem, sem perder os atributos e territórios que consolidaram a marca ao longo de sua trajetória.
Com 54,5 milhões de seguidores, Virgínia chega para somar ao time como uma aliada estratégica na aproximação com novas audiências. Sua entrada no squad contribui para impulsionar o crescimento da marca por meio do aumento da penetração em novos consumidores, especialmente em um target mais jovem, ampliando a base de público sem ruptura com os pilares que sustentam o equity de Itaipava.
O investimento em creators digitais integra a estratégia de marketing da companhia, que tem como objetivo aumentar a visibilidade de suas marcas, fortalecer a conexão com os consumidores e ampliar sua presença nas diferentes ocasiões de consumo.
“Por meio de uma comunicação mais próxima e autêntica, conseguimos gerar conexões genuínas com o público. Cada influenciador do nosso squad exerce um papel estratégico para fortalecer o posicionamento, ampliar a visibilidade e consolidar a lembrança das marcas”, afirma Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis. “Neste momento de relançamento, contar com a Virgínia como parte do time reforça nossa estratégia de expansão de target, contribuindo para a entrada em novos públicos e para a construção de relevância junto às novas gerações, sempre preservando a essência da marca”, completa.
Virgínia se junta ao time de influenciadores de Itaipava, que já conta com nomes como Nicole Bahls, Álvaro Xaro, Caio Afiune e Thaynara OG, além de Ivete Sangalo, embaixadora da marca.
A contratação reforça a estratégia da companhia de diversificar o perfil dos influenciadores e utilizar diferentes vozes para amplificar as mensagens-chave da marca, promovendo crescimento incremental por meio da expansão de penetração e fortalecendo sua presença junto às novas gerações.
SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br