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E agora? Recuperações Judiciais explodem no Agro

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Após 18 anos fazendo reestruturação de empresas nunca vimos uma situação como a que vivemos agora no agro. A tempestade perfeita se formou.

Felizmente nesses anos criamos jurisprudência, discutimos doutrina, melhoramos a governança, mudamos lei, fizemos uma história de progresso, todos nós, que participamos desse sistema econômico chamado agronegócio.

O sistema financeiro já se adaptou, as alienações fiduciárias completam junto aos CRAs e CPRs quase 100% das operações de crédito no agro. Novas formas de gestoras aparecerem para buscar diminuir o spread e colocar o dinheiro diretamente do investidor na mão do produtor, os créditos passaram a ser mais bem analisados, e o mercado vai depurando e arrumando a economia.

O Poder Judiciário, que por natureza sempre foi conservador, agora reinventa-se com novas ferramentas de conciliação e resolução de conflitos em massa. O próprio produtor rural já tem grandes melhorias em gestão administrativa e comercial. As revendas e tradings, que sempre criticaram as RJs, e, agora se vendo na situação de crise, buscam negociar o mesmo remédio legal.

A única voz dissonante parece ser do Ministério da Agricultura, que mandou ofício ao CNJ para que oficie aos juízes para que julgue de acordo com os interesses dele, justamente quem deveria entender o problema de um espectro mais amplo. O Ministro da Agricultura, usurpando a distribuição de poderes, não encontra ressonância em seu próprio Estado de MT, o celeiro do mundo.

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O discurso não muda. Pandemia, crise hídrica, quebra de safra, desabastecimento de insumos, juros altos, Fiagros perdendo preço, e a culpa é de quem? Dos Produtores Rurais, que teimam em defender sua produção, seu nome, e seu patrimônio, através de um pedido ao Poder Judiciário, ao invés de permitir uma quebradeira desenfreada no campo.

O debate é o mesmo de 10 anos atrás, já superado, já consolidado. Diz-se que vai acabar o crédito no campo. Esse argumento terrorista já foi enterrado pelo STJ, pela lei, pelo sistema financeiro e por todos nós. Basta ver que gestoras agora estão financiando exclusivamente quem entra com recuperação judicial.

Vamos agora trabalhar para achar as soluções, dentro da lei, não fora como pediu o Ministro. Ao longo de 18 anos, todo nós aprendemos como fazer. São 127 recuperações judiciais no ano de 2024 no agronegócio e as dívidas da safra nem começaram a vencer. Teremos muito trabalho pela frente, ao final, um sistema de financiamento mais limpo, menos endividado e mais meritocrático. Essa evolução natural não encontrará obstáculos em nenhum ofício Ministerial.

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Euclides Ribeiro S Junior é Advogado de Recuperação de Empresas no Agronegócio em MT e SP

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Copa do Mundo: a oportunidade que sua empresa não pode deixar passar

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A Copa do Mundo é um dos maiores eventos de atenção do planeta. Enquanto bilhões de pessoas acompanham os jogos, milhares de empresas disputam algo ainda mais valioso que o próprio futebol: a atenção do consumidor. Segundo relatório oficial de audiência divulgado pela FIFA após a Copa do Mundo do Catar 2022, cerca de 5 bilhões de pessoas consumiram conteúdos relacionados ao torneio em diferentes plataformas ao redor do mundo.

A entidade também informou que a final entre Argentina e França alcançou uma audiência global próxima de 1,5 bilhão de espectadores. Poucos eventos conseguem reunir uma audiência dessa magnitude.Mas o que realmente interessa para os empresários não está dentro do estádio.Está no comportamento das pessoas. O erro mais comum é acreditar que apenas marcas esportivas podem aproveitar a Copa.

Na prática, negócios de todos os setores podem se beneficiar desse aumento de atenção. Clínicas, concessionárias, indústrias, imobiliárias, escritórios, varejistas e prestadores de serviço podem criar campanhas, conteúdos e ações promocionais conectadas ao momento sem precisar falar diretamente sobre futebol.

Trazendo o olhar para a economia local, o mercado também deve ser impulsionado pelo aumento nas vendas de televisores, itens decorativos, alimentos e bebidas, além da maior procura por produtos alimentícios em hipermercados e supermercados. De acordo com a Fecomércio-MT, a Copa do Mundo deste ano poderá gerar um impacto adicional entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões no comércio estadual, com base em dados do IBGE e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Durante a Copa, o tempo gasto nas redes sociais aumenta, o consumo de vídeos cresce, as conversas em grupos de WhatsApp se intensificam e as pesquisas relacionadas aos temas do momento dominam a internet.
As pessoas ficam mais conectadas, mais engajadas e mais propensas a interagir com conteúdos que estejam inseridos naquele contexto.Isso cria uma oportunidade enorme para empresas de qualquer segmento.

O ponto principal é participar da conversa que já está acontecendo.Outro aspecto importante é a velocidade. Durante a Copa, o conteúdo envelhece rapidamente. O assunto que gera interesse hoje pode perder relevância amanhã. Empresas que conseguem produzir vídeos, posts, campanhas e anúncios em tempo real tendem a capturar mais atenção do que aquelas que dependem de aprovações demoradas ou planejamentos excessivamente rígidos.

Também é um excelente período para ampliar investimentos em mídia digital. Mas existe um alerta importante que muitos empresários ignoram.A Copa do Mundo possui rígidas regras de propriedade intelectual. Logotipos oficiais, mascotes, símbolos, imagens oficiais, identidade visual da competição e diversas expressões associadas ao evento possuem proteção legal. Utilizar esses elementos em campanhas comerciais sem autorização pode gerar notificações, multas e problemas jurídicos.

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A recomendação é simples: Utilize o contexto, mas não utilize os ativos oficiais.Fale sobre torcida, emoção, competição, expectativa e desempenho. Crie campanhas temáticas. Produza conteúdos relacionados ao momento. Mas evite utilizar marcas registradas ou materiais protegidos.

Conteúdo gera atenção. Anúncios geram alcance. WhatsApp gera conversa. O Customer Relationship Management (CRM) gera acompanhamento. Remarketing gera recuperação de oportunidades. É essa estrutura que transforma audiência em faturamento.

A Copa dura apenas algumas semanas. Os contatos conquistados durante esse período, porém, podem gerar negócios por meses. Quem entende isso não apenas acompanha o evento: aproveita uma das maiores oportunidades de marketing do planeta.

Rômulo Rampini é estrategista de marketing, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da agência 3TRÊS

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