MATO GROSSO
Diretor confirma 3ª faixa, acostamento e articula com ANTT para duplicar BR-163 de Sinop a Miritituba
MATO GROSSO
O presidente-diretor da Via Brasil, Ricardo Barra, detalhou ao Só Notícias, durante o encontro de “Diálogos Hidroviáveis” em Sinop, ontem, o planejamento de obras da BR-163 de Sinop a Mirituba no Pará (trecho de 1.009 quilômetros), prevendo que, ainda para esse ano, está previsto no plano de investimento “a execução de acostamento e de terceira faixa em alguns pontos de Mato Grosso (extensão de aproximadamente 250 km de Sinop até a divisa). A gente sabe que isso não é suficiente, o volume de veículos hoje está no nível de saturação da via”, detalhou.
O diretor também destacou que o projeto atual de concessão, de 10 anos, não está prevista a duplicação para esse trecho da rodovia federal, entretanto, durante o mesmo prazo o aumento de veículos deve subir consideravelmente. “No encontro hoje tivemos a informação que vai dobrar a produção de grãos nos próximos 10 anos, muito provável que vamos ter que pensar com a Agência Nacional de Transportes Terrestres uma forma de incluir algumas obras de duplicação em alguns trechos”.
Ricardo revelou que houve uma conversa inicial com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, além de afirmar que uma equipe de engenharia da empresa já planeja viabilizar o projeto de duplicação. “Dia 25 de abril tivemos reunião com a ANTT e levamos esse assunto, não é uma coisa trivial a inclusão desse investimento, porque é um investimento não previsto, então deveria a ANTT além de autorizar fazer o reequilíbrio do contrato para acomodar esse investimento não previsto. São engenharias que estão em curso, tem uma equipe nossa estudando esse assunto para que desse o maior conforto e menor impacto no contrato, pois não é do nosso interesse impactar tarifa e prazo”, expôs.
Com o fim das chuvas, iniciam as operações de manutenção, monitoração, conservação, implantação de melhorias e manutenção dos serviços. “Agora, acaba os meses de chuva na região, começa a parte mais seca do ano, onde devemos nos dedicar a novas intervenções de pavimento, construção da passarela em Peixoto de Azevedo, além da implantação da terraplanagem nas áreas de acessos dos portos de Miritutuba (PA), que são esses os investimentos para o segundo semestre”, disse.
Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo)
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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