MATO GROSSO
Primeira captação de órgãos realizada no Hospital Regional de Sinop ajudará a salvar 3 vidas
MATO GROSSO
A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou, neste sábado (27.04), o primeiro processo de captação de órgãos realizado no município de Sinop. Graças à solidariedade da família dos doadores, três pacientes de dois outros estados terão uma nova chance de vida.
A captação foi concluída no final da tarde de sábado, no Hospital Regional de Sinop. A cirurgia de retirada dos órgãos iniciou às 12h21 e possibilitou a doação de um fígado e dois rins, que beneficiarão pacientes do Distrito Federal e de São Paulo.
A ação foi coordenada pelas equipes de Mato Grosso e integrou profissionais de saúde de Brasília (DF). A logística para a execução do procedimento teve o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
“A captação e o transplante de órgãos são procedimentos que destacam a grandiosidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma pessoa pode salvar a vida de pessoas que estão em outros estados aguardando o gesto da doação. Quero enaltecer o brilhante trabalho das equipes da SES, por meio da Central Estadual de Transplantes e do Hospital Regional de Sinop, que fizeram esse grande feito acontecer”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, comemorou a primeira captação realizada na unidade.
“Pela primeira vez, em mais de 10 anos do Hospital Regional, nós estamos ofertando para a Central Nacional de Transplantes órgãos de um dos nossos pacientes. Com o consentimento da família e apoio da Central Estadual de Transplantes, demos início ao processo. É preciso valorizar o gesto que esta família teve em um momento de muita dor e devemos também reconhecer o empenho e o envolvimento da nossa equipe assistencial, que abraçou essa causa de uma maneira muito linda”, avaliou o gestor.
A secretária adjunta de Regulação da SES, Fabiana Bardi, destaca a atuação dos profissionais envolvidos na ação. Ela entende que este é um trabalho árduo que exige amor, paciência e tempo das equipes.
“Entendemos a importância da conscientização e do diálogo no processo de doação de órgãos, por isso estamos investindo na criação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes dentro dos hospitais públicos e privados do Estado. Essas comissões são responsáveis pela entrevista familiar e pelas orientações quanto ao processo. Somos muito gratos pela receptividade das famílias que, em um momento difícil, escolhem doar órgãos e salvar vidas”, afirmou Fabiana.
A SES tem investido na reestruturação da Central Estadual de Transplantes com a ampliação da equipe, implantação da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante e capacitação dos profissionais médicos dos hospitais públicos e privados. Essas ações visam à ampliação do número de captações de órgãos no estado.
A coordenadora da Central Estadual de Transplante, Anita Ricarda da Silva, agradeceu às famílias doadoras e também aos profissionais envolvidos.
“Nós agradecemos e parabenizamos o empenho de todos os envolvidos. Às famílias doadoras, nossos mais profundos sentimentos de gratidão e respeito. Por meio desse gesto nobre, outras pessoas terão nova condição de vida e com elas diversas famílias deixarão de sofrer a partir destas doações”, concluiu.![]()
Balanço
Em 2023, Mato Grosso realizou o total de sete captações de órgãos. As doações beneficiaram 17 pacientes de Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, do Acre, Paraná e Distrito Federal.
Nesse período, a Central Estadual de Transplante mediu a captação de 253 córneas para doação, desse total, 184 córneas foram captadas com apoio do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Pasta. O transplante proporcionou qualidade de vida a 219 pacientes do Estado que agora conseguem enxergar melhor.
Transplantes em Mato Grosso
Em Mato Grosso, são realizados os transplantes de córneas e tecidos. Os pacientes que precisam de transplante de outros órgãos são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio para serem transplantados em outros Estados; os gastos com locomoção e a ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente e acompanhante são pagos pela SES-MT.
O serviço de transplante de rim em Mato Grosso passa por uma reestruturação das unidades de referência. No momento, o Governo está em tratativas para retomar integralmente os serviços. ![]()
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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